quinta-feira, 21 de maio de 2015

Avaliação






O Blog Semear Educação (http://semeareducacaoufes.blogspot.com.br/) trouxe os conceitos do segundo capitulo com bastante clareza, levando a quem leu ou não o livro “Vida Desperdiçadas” entender. As mídias sugeridas, como o filme “O jardineiro fiel” realmente facilitam a compreensão de alguns conceitos apresentado no capitulo estudado, sendo de grande agregação de valor e criatividade para o Blog.

A relação feita pelo blog EducaTics ( http://educapedticsufes.blogspot.com.br/) foi esclarecedora e explicativa, nos dando uma boa base para entender melhor o nosso capitulo estudado. Trouxe nas mídias notícias atuais, que ilustram bem a realidade tão relevante que o livro aborda, como a questão da migração e refugiados. Também nos convidam a assistir o vídeo que mostra como a duplicação da população traria inúmeros problemas ao planeta. Vale apena conferir!


Conclusão



Os refugiados, os deslocados, as pessoas em busca de asilo, os migrantes, os sans papiers constituem o refugo da globalização (p. 76).
Estes são também coletores de lixo. A sociedade do consumo não aprendeu que o sofrimento e o desgosto da coleta do lixo, seus membros não querem e não sabem sentir dor, não estão a fim de carregar o fardo da vida para além do prazer do consumo, não aguentam o tédio ou a responsabilidade da vida dura com consumo regrado. O resultado disso é que os refugos acabam virando espaço de formadores de catadores de lixo. Estes coletores de lixo são todos os cargos desprazerosos, longe do sonho da vida do consumo. São empregos que garantem a sobrevivência biológica dos excluídos da ordem, esmagados pelo progresso econômico ou expulsos do mundo globalizado. As vidas desperdiçadas são vítimas de uma sociedade que se divide pelos incluídos e pelos excluídos.

Vídeo: "O Condicionado"


Mídias

Refugo Humano




Acesso:http://revistatrip.uol.com.br/155/carroceiros/01.htm

Refugiados sírios passam de 200 mil para dois milhões em apenas um ano

A barreira dos dois milhões de refugiados sírios foi ultrapassada, sendo que mais de metade das pessoas que fogem da guerra na Síria para os países limítrofes são crianças, segundo indicam os últimos dados do ACNUR, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.


Inimigo Público Número 1



No Brasil, o governo assume uma série de encargos e tarefas que não lhe dizem respeito. Ele é banqueiro, petroleiro, administrador de portos, aeroportos, produtor de televisão, dono de restaurantes, empresas de ônibus e de seguros. Também é grande proprietário de imóveis, mecenas e produtor cultural. O fato é que esse polvo gigante estende seus tentáculos sobre inúmeras atividades que deveriam estar entregues à iniciativa privada.
Enquanto isso, no exercício das suas funções substantivas, naquilo que é a própria razão de ser do Estado, ele é omisso ou ineficiente. Não consegue dar à população um mínimo de segurança. A justiça é lenta, cara e imprevisível. As Forças Armadas encontram-se virtualmente sucateadas.  Nossas fronteiras são um perfeito queijo suíço, por onde entram armas, drogas e todo tipo de contrabando.  Sistema viário, infra-estrutura e logística são caquéticos.  Sobre educação e saúde, então, é melhor nem falar. Uma lástima!
Big Brother


Indicação de leitura: Sociedade de controle: sorria, você está sendo filmado. 
Produzido porEduardo Baldissera e Caticlys Matiello
Acesso:  http://justificando.com/2015/01/12/sociedade-de-controle-sorria-voce-esta-sendo-filmado/



Outsiders (forasteiro)


Charge de El Roto, para o El Pais

Zeid Ra’ad Al Hussein, “A Europa está virando as costas para alguns dos imigrantes mais vulneráveis no mundo e arrisca tornar o Mediterrâneo em um grande cemitério”, disse Zeid, que classificou as ações europeias como “reações políticas míopes e de curto prazo que servem aos movimentos populistas xenófobos que envenenaram a opinião pública”.


Se Marx tivesse a chance de reescrever o Manifesto adaptando-o aos nossos tempos, ele talvez revisasse seu famoso clamor e dissesse: "Habitantes dos guetos do mundo: uni-vos! Vocês não têm nada a perder: a não ser os muros!".

Dica de filme sobre hiperguetos

Cidade de Deus
Acesse: http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-cidade-de-deus.html

Os Donos da Rua
Acesse:  http://megafilmeshd.net/os-donos-da-rua/
























Capítulo III - A cada refugo seu depósito de lixo ou o refugo da globalização

Refugo
é o segredo sombrio e vergonhoso de toda produção, é o excesso, o lixo. Um termo até difícil de conceituar visto sua complexidade e significância.

Refugo Humano

é um produto da modernidade, configura-se como um efeito colateral da ordem. Ordem esta que define parcelas da população como deslocadas, inaptas, indesejáveis. Desta forma, falar de refugo humano e falar de seres humanos excessivos, redundantes.

Inimigo Público Número 1

foco do governo em dirigir a animosidade popular contra os pequenos crimes a se engajar em batalhas.

Big Brother

poderia empregar para "espiar você" [...] espia o espaço global em que as máfias operam e no qual sempre podem se esconder quando necessário.

Estados-Nação

Um estado-nação é uma área geográfica que pode ser identificada como possuidora de uma política legítima, que pelos próprios meios, constitui um governo soberano. Enquanto um estado é uma entidade política e geopolítica, uma nação é uma unidade étnica e cultural. O termo "estado-nação" implica em uma situação onde os dois são coincidentes.

Fato Central da Globalização
a verdadeira questão não é tanto a "globalização do crime", como apronta Bernard, mas a anulação da diferença entre "legal" e "ilegal", que só uma lei efetiva e aplicável pode traçar. Não existe uma lei global assim para ser violada.

Espaço Fluxo
o conceito de lei só pode ser empregado seguindo-se o preceito de Jecques Derrida, de utilizá-lo sous rupture [...] aponta que o estranho "direito global", ao contrário daquele que supomos estar em prática nos modernos Estados-nação, está muito afastado da política, sem uma forma constitucional, sem democracia, sem hierarquia a partir da base, sem uma cadeira contínua de legitimação democrática".

Sistema Jurídico
é constituído de patronos e dependentes, e hoje apresenta (de fato, se não na teoria) uma colcha de retalhos de privilégios e privações

Outsiders
o refugo do triunfo planetário da modernidade, mas também de uma nova desordem, também planetária, que está sendo construída -, os "estabelecidos" (terminologia de Norbert Elias) têm toda razão para se sentirem ameaçados. Além de representarem o "grande desconhecido" encarnado por todos os "estranhos que vivem no nosso meio", esses outsiders particulares, os refugiados, trazem os distantes ruídos da guerra e o mau cheiro de lares pilhados e aldeias incendiadas que não podem deixar de nos fazer lembrar como é fácil invadir ou esmagar o casulo de sua rotina segura e familiar (segura porque familiar), e como pode ser ilusória a segurança de sua posição.

30 anos gloriosos
os 30 anos glorioso do pós-guerra - marcados pela reconstrução, pacto social e o otimismo desenvolvimentista... [...] espetáculo da riqueza, de um lado, e da destituição, de outro.



Funções latentes
 Serviços uteis que as pessoas podem ser levadas a executar (as vítimas das baixas humanas produzidas pela vitória do processo econômico)

Criminalização do globo ou globalização do crime
 uma consequência espetacular e potencialmente sinistra dos erradicos processos globalizantes, decontrolados e descomedidos.

Plenitude do planeta
 o alcance global da modernização e assim, a difusão planetária do modo de vida moderno. Escoadouro do refugo humano: uma das duas consequências da plenitude do planeta, onde as terras “vazias” ou “terra de ninguém” deixam de existir (mais precisamente os locais que, por causa da diferença e do poder global, foram vistos como vazios), agora são ocupados por essas “pessoas redundantes”

Hiperguetos
sem os espaços vazios para serem deportados, os que opinam por livre arbítrio, em busca do próprio sustento, os depósitos de lixo devem ser estabelecidos dentro das localidades que as tornou supérfluas. Instituições totais: uma “prisionização” que da habitação pública.



Instituição social 


São por exemplo as prisões, que tem a tarefa de depositar esse lixo (todos que estão a margem da sociedade, aqueles que vivem em refúgios, que não vale para eles as leis) onde essas pessoas acabam sendo depositadas afim de resolver a crise que atingiu a indústria de remoção do lixo. Todo esse lixo é dito como contagioso e perturbador. A maneira certa de lidar com esses lixos seria a “biodegradação” e a decomposição, mostrar como fazer, colocar uma regra. Refugo importado Negros norte-americanos, os imigrantes recentes ou relativamente recentes que passam a habitar determinado lugar, são refugos importados de outros países que possuem a esperar de serem reciclados. Excedentes populacionais São sobre tudo jovens sem perspectiva de emprego em seus países e sem esperanças.




Introdução



Vidas Desperdiçadas

Lançado pelo escritor Zygmunt Bauman em 2005, pela editora Zahar, o livro Vidas Desperdiçadas apresenta reflexões, questionamentos e consequências sobre viver no mundo moderno, numa sociedade capitalista movida pelo consumo desenfreado.
Nosso blog apresenta os conceitos abordados no terceito capitulo do livro, intitulado “A cada refugo seu depósito de lixo”.

Neste capítulo as políticas governamentais voltam-se para uma política de exclusão. As prisões representam o depósito de dejetos humando, que antes pensava-se em reciclar. Agora, porém, não é mais possivel, visto que, não existem mais espaços para depositar esses dejetos humanos. 



Quem Somos

O blog Tics nevorso foi criado para a disciplina de TICs, pelos alunos:

Cathya Miguel (https://www.facebook.com/cathya.miguel),

Danilo Paia (https://www.facebook.com/danilopaia),

Juliana Stein (https://www.facebook.com/juliana.stein.315?fref=ts) e

 Larissa Zanotelli (https://www.facebook.com/larissaz2)
Ambos, são alunos da graduação em Pedagogia noturno da Universidade Federal do Espírito Santo.

WIKI como apoio educacional

WIKI é um software colaborativo que permite a edição coletiva dos documentos usando um sistema. Confirma você também! Faço um em sua escola

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Objeto de Aprendizagem

      

    Objeto de aprendizagem é um conteúdo digital para dar suporte ao ensino e aprendizagem elaborado para ser reusado em diferentes contextos. Pode ser considerado um objeto de aprendizagem qualquer conteúdo digital que possa ser útil para a educação: uma imagem, uma animação, uma simulação, uma atividade. Por exemplo, uma animação para ilustrar os elementos de uma mitocôndria, ou um simulador massa-mola para trabalhar conceitos de física, ou uma atividade de verificação gramatical
    Como um objeto de aprendizagem é qualquer recurso que possa ser reusado num processo educacional, então um objeto de aprendizagem não pressupõe uma perspectiva educacional específica. Contudo, geralmente os objetos de aprendizagem são produzidos com o objetivo explícito de ensinar alguma coisa e, desta forma, muitas vezes são projetados numa perspectiva Instrucionisma.



      Outra referência interessante para acesso é o endereço: http://pt.slideshare.net/cursometa/objetos-de-aprendizagem-11459759. Você encontrará no endereço o conceito, objetos de aprendizagem a serviço do professor, vantagens para o aluno em usar, benefícios para os docentes e discentes.
O autor de Vidas Desperdiçadas faz o seguinte comentário sobre seu livro:

 "Eles são sempre muitos. 'Eles' são aqueles que deveriam ser menos ou, ainda melhor, não ser, justamente. Ao contrário, nós nunca somos o suficiente. De `nós`, deveria haver sempre mais". Eu escrevi isso em 2005, em Vidas Desperdiçadas (Ed. Zahar, 2005). A meu ver, tanto agora quanto então, a "superpopulação" é uma ficção estatística, um nome codificado que indica a presença de um grande número de pessoas que, ao invés de favorecerem o funcionamento fluido da economia, tornammais difícil alcançar e superar os parâmetros utilizados para medir e avaliar o seu correto funcionamento. Esse número parece aumentar de modo incontrolável, acrescentando continuamente os gastos, mas não os ganhos.
- A análise é do sociólogo polonês Zygmunt Bauman e da jornalista e pesquisadora mexicana Citlali Rovirosa-Madrazo, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 15-03-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em Vidas desperdiçadas, o autor classifica os seres humanos que não conseguiram permanecer no carro da modernidade e que não conseguem se inserir no processo de globalização de “refugo humano”. A globalização é excludente, traiçoeira, eliminadora. Ela causa morte, fome, desemprego e caos para milhões de seres humanos.
Produz dejetos, sujeiras e lixo humano que são jogados longe dos grandes centros urbanos e são colocados em grandes depósitos em terras inabitadas, sem qualquer tipo de organização, de política de reciclagem. Nosso planeta está cheio, porque a modernização se globalizou chegando a terras longínquas, penetrando nos costumes, na organização do modo de vida de povos que não se interessavam pela corrida ao progresso.
Como o processo de produção de refugo humano é inquebrantável, ou seja, não pára um só instante, as áreas do globo estão cada vez mais lotadas, saturadas. Onde colocar o lixo, então?
O autor faz uma análise dos projetos que os indivíduos pós-modernos batalharam para criar. Tudo aconteceu a partir da chamada geração X, com o surgimento de uma nova doença tão pouco existente nas gerações anteriores: a depressão. As causas desta estavam diretamente relacionadas às dificuldades enfrentadas pela geração X, como o aumento do desemprego.
A globalização mudou a trajetória de vida desta geração, acabou com sonhos e projetos, criou dicotomias, rompeu com tradições e acelerou suas vidas. A globalizante modernidade líquida deixou pra trás a sociedade de produtores por uma sociedade de consumidores onde o que impera é a produção de refugos e de lixo. Ela fez com que os projetos humanos causassem a desordem e o caos no “admirável mundo líquido”.

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