quinta-feira, 21 de maio de 2015

Conclusão



Os refugiados, os deslocados, as pessoas em busca de asilo, os migrantes, os sans papiers constituem o refugo da globalização (p. 76).
Estes são também coletores de lixo. A sociedade do consumo não aprendeu que o sofrimento e o desgosto da coleta do lixo, seus membros não querem e não sabem sentir dor, não estão a fim de carregar o fardo da vida para além do prazer do consumo, não aguentam o tédio ou a responsabilidade da vida dura com consumo regrado. O resultado disso é que os refugos acabam virando espaço de formadores de catadores de lixo. Estes coletores de lixo são todos os cargos desprazerosos, longe do sonho da vida do consumo. São empregos que garantem a sobrevivência biológica dos excluídos da ordem, esmagados pelo progresso econômico ou expulsos do mundo globalizado. As vidas desperdiçadas são vítimas de uma sociedade que se divide pelos incluídos e pelos excluídos.

Vídeo: "O Condicionado"


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