quinta-feira, 14 de maio de 2015

Objeto de Aprendizagem

      

    Objeto de aprendizagem é um conteúdo digital para dar suporte ao ensino e aprendizagem elaborado para ser reusado em diferentes contextos. Pode ser considerado um objeto de aprendizagem qualquer conteúdo digital que possa ser útil para a educação: uma imagem, uma animação, uma simulação, uma atividade. Por exemplo, uma animação para ilustrar os elementos de uma mitocôndria, ou um simulador massa-mola para trabalhar conceitos de física, ou uma atividade de verificação gramatical
    Como um objeto de aprendizagem é qualquer recurso que possa ser reusado num processo educacional, então um objeto de aprendizagem não pressupõe uma perspectiva educacional específica. Contudo, geralmente os objetos de aprendizagem são produzidos com o objetivo explícito de ensinar alguma coisa e, desta forma, muitas vezes são projetados numa perspectiva Instrucionisma.



      Outra referência interessante para acesso é o endereço: http://pt.slideshare.net/cursometa/objetos-de-aprendizagem-11459759. Você encontrará no endereço o conceito, objetos de aprendizagem a serviço do professor, vantagens para o aluno em usar, benefícios para os docentes e discentes.
O autor de Vidas Desperdiçadas faz o seguinte comentário sobre seu livro:

 "Eles são sempre muitos. 'Eles' são aqueles que deveriam ser menos ou, ainda melhor, não ser, justamente. Ao contrário, nós nunca somos o suficiente. De `nós`, deveria haver sempre mais". Eu escrevi isso em 2005, em Vidas Desperdiçadas (Ed. Zahar, 2005). A meu ver, tanto agora quanto então, a "superpopulação" é uma ficção estatística, um nome codificado que indica a presença de um grande número de pessoas que, ao invés de favorecerem o funcionamento fluido da economia, tornammais difícil alcançar e superar os parâmetros utilizados para medir e avaliar o seu correto funcionamento. Esse número parece aumentar de modo incontrolável, acrescentando continuamente os gastos, mas não os ganhos.
- A análise é do sociólogo polonês Zygmunt Bauman e da jornalista e pesquisadora mexicana Citlali Rovirosa-Madrazo, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 15-03-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em Vidas desperdiçadas, o autor classifica os seres humanos que não conseguiram permanecer no carro da modernidade e que não conseguem se inserir no processo de globalização de “refugo humano”. A globalização é excludente, traiçoeira, eliminadora. Ela causa morte, fome, desemprego e caos para milhões de seres humanos.
Produz dejetos, sujeiras e lixo humano que são jogados longe dos grandes centros urbanos e são colocados em grandes depósitos em terras inabitadas, sem qualquer tipo de organização, de política de reciclagem. Nosso planeta está cheio, porque a modernização se globalizou chegando a terras longínquas, penetrando nos costumes, na organização do modo de vida de povos que não se interessavam pela corrida ao progresso.
Como o processo de produção de refugo humano é inquebrantável, ou seja, não pára um só instante, as áreas do globo estão cada vez mais lotadas, saturadas. Onde colocar o lixo, então?
O autor faz uma análise dos projetos que os indivíduos pós-modernos batalharam para criar. Tudo aconteceu a partir da chamada geração X, com o surgimento de uma nova doença tão pouco existente nas gerações anteriores: a depressão. As causas desta estavam diretamente relacionadas às dificuldades enfrentadas pela geração X, como o aumento do desemprego.
A globalização mudou a trajetória de vida desta geração, acabou com sonhos e projetos, criou dicotomias, rompeu com tradições e acelerou suas vidas. A globalizante modernidade líquida deixou pra trás a sociedade de produtores por uma sociedade de consumidores onde o que impera é a produção de refugos e de lixo. Ela fez com que os projetos humanos causassem a desordem e o caos no “admirável mundo líquido”.

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